Autoria de: Amanda Wellen Conceição Sampaio, Ataíza Trindade Pantoja e Hellen Kellvia Araújo Winter

Orientação de: Prof.ª Priscilla Flores Silva Gonçalves  

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro Universitário Fibra como requisito para a obtenção do título de Cirurgião-dentista

RESUMO

A anquilose da articulação temporomandibular é definida como uma fusão do côndilo mandibular à base do crânio através de tecido ósseo e/ou fibroso, que leva à restrição dos movimentos mandibulares e diminuição da qualidade de vida. O manejo dessa fusão é predominantemente cirúrgico e tem a finalidade de devolver a função normal da mandíbula, evitar possíveis recidivas e reestabelecer a oclusão. O objetivo desse estudo foi relatar uma série de casos com o total de quatro pacientes com anquilose temporomandibular que foram submetidos durante a infância ao protocolo cirúrgico com enxerto costocondral. Para um levantamento detalhado dos dados, foram avaliados idade, sexo, abertura interincisal máxima pré-cirúrgica, etiologia da anquilose e articulação afetada (direita ou esquerda). Assim como registro das tomografias de face realizadas antes da intervenção cirúrgica, avaliando a(s) articulação(ões) afetada(s) e classificação da massa anquilótica quanto ao tipo (1, 2, 3 ou 4). Os dados pós-cirúrgicos foram comparados aos dados iniciais agregando abertura incisal máxima, frequência de recidiva e o crescimento do enxerto costocondral. Os resultados demonstraram prevalência de anquilose unilateral (75%), com classificação IV (100%) de Sawhney, variação de idade dos 6 aos 13 anos, tanto o sexo feminino quanto o masculino possuíram 50% dos casos e etiologia igualmente dividida entre trauma e osteomielite (50%). Todos os pacientes apresentaram abertura interincisal satisfatória variando de 33 mm a 35 mm. Conclui-se que a intervenção cirúrgica descrita pelo protocolo de Kaban et al (1990), cumprem os objetivos reconstrutivos da articulação temporomandibular em crianças com anquilose da ATM.