Autoria de: Dina Helena Picanço Guerreiro
Orient.: Profª. Ma. Amanda Chaves Marcuartú
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro Universitário Fibra, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Nutrição
RESUMO
Introdução: O TEA é um conjunto de distúrbios do neurodesenvolvimento caracterizado por déficits em interação social, comunicação e padrões repetitivos de comportamentos. A microbiota intestinal humana é um ecossistema onde podemos encontrar trilhões de microrganismos que habitam o trato gastrointestinal, quando a microbiota se encontra em desequilíbrio temos a disbiose intestinal. Objetivo: Analisar os fatores que contribuem para a ocorrência da disbiose intestinal em crianças portadoras do Transtorno do Espectro Autista. Métodos: Trata-se de uma revisão narrativa baseada na análise de artigos científicos, abordando a disbiose intestinal e sua relação com crianças diagnosticadas com TEA. A pesquisa foi conduzida por meio da busca de artigos científicos indexados nas bases de dados BVS, SciELO e Google Acadêmico. Para a seleção dos artigos, foram realizadas buscas utilizando os seguintes descritores presentes nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS/MeSH), “autismo”, “disbiose”, “microbiota intestinal” “seletividade alimentar” combinados pelo operador booleano “AND”. Resultados: Foram encontrados 676 artigos, após exclusão de duplicatas restaram 377, destes 258 foram excluídos por título e 111 por resumos, restando 20 artigos. Discussão: A seletividade alimentar é comum em indivíduos com TEA, e isso pode contribuir para o surgimento de problemas gastrointestinais, como a disbiose intestinal. Essas alterações podem levar a carências nutricionais e agravar os sintomas do transtorno. Os estudos sobre disbiose intestinal em crianças com TEA ainda são bastante limitados, o que dificulta a implementação de intervenções precoces que poderiam melhorar a qualidade de vida dessas crianças. Considerações finais: O presente estudo evidenciou que a disbiose intestinal se faz presente em indivíduos diagnosticados com TEA, mas em crianças os estudos ainda são escassos, sugerindo uma correlação entre a disbiose intestinal e o aumento dos sintomas. Evidenciando com isso a importância de mais estudos em crianças com TEA e assim promover uma melhor qualidade de vida.