Autoria de: Ana Katarina Campos Nunes e Ruth de Andrade Serrão

Orientação de:  Prof.ª Dr.ª Amanda Gabryelle N. Cardoso Mello

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro Universitário Fibra, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Farmácia.

RESUMO

No final de 2019, foi relatado na cidade de Wuhan, província de Hubei (China), vários casos de pneumonia decorrentes de uma nova cepa do patógeno conhecido como coronavírus, posteriormente denominado como COVID-19. Portanto, a partir deste cenário de instabilidade e incertezas, sobrecarga dos sistemas de saúde e crescimento exponencial dos óbitos, as medidas de contenção tornaram-se mais rígidas e restringiram o movimento e o contato físico entre as pessoas, permitindo apenas a comunicação a distância e estipulando horários para as atividades consideradas essenciais. Desta forma, concomitante a covid-19, outra crise afligiu a população: o adoecimento mental. Assim, os múltiplos fatores de estresse como o distanciamento social, readaptação de rotina, afastamento de amigos e familiares, o excesso de notícias - incluindo informações falsas - levaram a um aumento de cerca de 25% de casos de ansiedade e depressão de acordo com a OMS. Neste momento, observa-se a busca por meios de reduzir o sofrimento mental e emocional, como a compra de medicamentos como psicotrópicos, que agem diretamente no sistema nervoso central de acordo com a indicação para cada patologia psíquica. Logo, o objetivo deste estudo é analisar a comercialização de psicotrópicos durante o período de instabilidade mental e emocional na população em decorrência do isolamento social, utilizando dados de vendas do sistema de uma farmácia privada de Belém-PA, com a finalidade de investigar o consumo de medicamentos controlados no período de pandemia da COVID 19 (2019-2020). Portanto, foi constatado que no ano de 2019 a 2020, houve a predominância da venda de fármacos como o zolpidem, alprazolam, mirtazapina, cloridrato de amitriptilina, risperidona e quetiapina, observando-se o aumento da busca por medicamentos como forma de alívio dos sintomas dos transtornos mentais no período analisado, seguido de um aumento na variedade de fármacos hipnóticos e ansiolíticos, correspondendo diretamente aos efeitos na inquietação populacional frente ao cenário pandêmico.