Autoria de: Sidney Julio Vieira de Oliveira
Orientação de: Prof. Dr. Alan Barroso Araújo Grisólia
Coorientação de: Prof. Msc. Salomão George Barros Kahwage
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro Universitário Fibra, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Farmácia.
RESUMO
No ambiente hospitalar, paciente em UTIs, apresentam um quadro clínico graves, necessitando muitas das vezes de um elevado número de medicamentos, trazendo consigo risco com interações medicamentosas. O objetivo deste trabalho é avaliar a existência de interações medicamentosas mais frequentes na unidade de terapia intensiva cardiológica adulta de um hospital particular. Estudo de natureza quali-quantitativa, com delineamento observacional exploratório, de caráter prospectivo-retrospectivo. A pesquisa ocorreu na unidade de terapia intensiva cardiológica adulta, no período de julho a outubro de 2022. As prescrições eram de forma eletrônica, a coleta dos nomes dos medicamentos foi a Denominação Comum Brasileira. Foi levantado o perfil de pacientes na UTI. As interações medicamentosas, foram avaliadas através do Micromedex, e as interações foram classificadas em graves, moderadas e leves, além de estabelecer sua frequência, explanar o mecanismo e propor um manejo clínico. Ainda os medicamentos da prescrição foram classificados de acordo com a classificação 2 do nível Anatomical Therapeutic Chemical Classification System. Durante a pesquisa foram avaliados 182 pacientes internados na UTI cardiológica, em sua maioria os pacientes eram do sexo masculino 65,4% contra 34,6% do sexo feminino. Além disso, a faixa etária variou sendo de 22 a 101 anos, tendo o público de 51 a 65 (37,36%) e 65+ (35,71%) sendo os maiores números de pacientes internados. Em comorbidades apenas 20,77% não apresentava comorbidades, dos que apresentavam, hipertensão arterial sistêmica (31,34%) e diabetes mellitus (15,49%) foram as comorbidades mais frequentes entre os pacientes. A taxa de medicamentos por paciente ficou de 11,45. Com relação as potenciais interações medicamentosas, em sua maioria foram interações graves (62%), em segundo moderadas (32%) e leves (5%). No perfil farmacoterapêutico, a classe que mais se destacou foi a dos cardiovasculares (25,30%) além de apresentar maior variabilidade medicamentosa. Os dois medicamentos mais usados na UTI foram Tramadol (5,96%) e Dipirona (5,82%). Das interações medicamentos, três se destacaram, sendo Tramadol + Dipirona (5,20%), Tramadol + Cimetidina (5%) e Tramadol + Ondansetrona (4,06%). Mediante do exposto, este trabalho evidencia a importância do farmacêutico clinico em UTI, para identificação e propor manejos adequados os pacientes, visando uma farmacoterapia segura e com máxima eficácia ao paciente.